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Angola e Namíbia reforçam cooperação

Governo 03-02-2026
Líderes mundiais discutem principais desafios da governação contemporânea

Líderes mundiais, com destaque para o Chefe de Estado angolano e Presidente em funções da União Africana (UA), João Lourenço, discutem a partir de hoje, no Dubai, Emirados Árabes Unidos (EAU), os principais desafios e oportunidades que se colocam à governação contemporânea.

O evento, cuja cerimónia de abertura acontece hoje sob o lema “Moldando os Governos do Futuro”, vai delinear o papel dos governos na criação de bases sólidas para o desenvolvimento comunitário e sustentável à escala global.

No Dubai, onde desembarcou ontem à noite, o Chefe de Estado angolano foi recebido pelo ministro de Estado dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Shakhboot bin Nahyan Al Nahyan, e por membros da delegação angolana que integram a comitiva presidencial.

De acordo com a organização, a agenda da Cimeira está alinhada com as principais transformações globais e os rápidos desenvolvimentos em sectores estratégicos, oferecendo uma abordagem prospectiva sobre governação, economia, inovação e cooperação internacional.

O Chefe de Estado angolano e Presidente em funções da União Africana vai abordar, amanhã, o futuro da governação para o continente africano e as perspectivas para o investimento, num evento promovido desde 2013 pelos Emirados Árabes Unidos.

Na Cimeira, que reúne mais de 45 Chefes de Estado e de Governo, vão ser abordados temas como a Governação Global e Liderança Eficaz, o Bem-estar Social e Desenvolvimento de Capacidades, a Prosperidade Económica e Investimentos Estratégicos, o Futuro Urbano e a Evolução Demográfica, bem como as Realidades Futuras e Fronteiras Emergentes.

Estão ainda previstos, no certame, o lançamento de 36 relatórios estratégicos, elaborados em cooperação com parceiros internacionais de conhecimento, bem como a apresentação da terceira edição do Inquérito Global de Ministros. Além disso, o certame contempla, também, a atribuição de vários prémios internacionais.

Fonte: CIPRA
Governo 31-01-2026
ÁFRICA COMEMORA DIA DA PAZ E RECONCILIAÇÃO

CAMPEÃO DA PAZ EM ÁFRICA E PRESIDENTE DO BLOCO CONTINENTAL, JOÃO LOURENÇO, DIRIGE MENSAGEM DE PAZ A ÁFRICA

A União Africana (UA) realizou hoje na sua sede, em Adis Abeba, uma sessão especial do seu Conselho de Paz e Segurança para comemorar mais um Dia da Paz e Reconciliação em África, o 31 de Janeiro.

A sessão teve a sua abertura marcada por uma mensagem em vídeo do Presidente em exercício da União Africana, o Chefe de Estado angolano, João Lourenço, na sua qualidade de Campeão da União Africana para a Paz e a Reconciliação em África.

A reunião prosseguiu com a partilha de experiências de Angola, Serra Leoa e África do Sul sobre as lições tiradas dos processos de Paz e Reconciliação conduzidos nos respectivos países.

A experiência de Angola foi apresentada pelo Embaixador Miguel Bembe, Representante Permanente junto da União Africana.

O 31 de Janeiro foi declarado Dia de Paz e Reconciliação em África por ocasião da 16.ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana sobre o Terrorismo e as Mudanças Inconstitucionais de Governo, realizada em Maio de 2022, em Malabo, República da Guiné Equatorial.

Na mesma ocasião, os Chefes de Estado e de Governo Africanos designaram João Lourenço, Presidente da República de Angola, como Campeão da União Africana para a Paz e a Reconciliação em África.

A MENSAGEM PROFERIDA PELO PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO
“ Irmãs e Irmãos Africanos,

Neste dia 31 de Janeiro, consagrado à Paz e à Reconciliação em África, sinto-me profundamente honrado, na minha qualidade de Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África e de Presidente em Exercício da União Africana, por poder dirigir-me às dignas filhas e filhos de África, para vos transmitir os meus votos sinceros de concórdia, união e paz para o nosso continente.

Esta comemoração remete-nos para a importância de nos empenharmos na construção de uma África estável, pacífica e onde a paz e reconciliação constituam prioridades a serem tidas permanentemente em conta, tal como está contemplada na Agenda 2063, que reflecte bem a “A África que Queremos”.

Este dia não é apenas uma celebração, é um convite para reflectirmos sobre os desafios de paz e segurança que infelizmente persistem no nosso continente.

Este exercício de introspecção profunda traz-nos à memória alguns dos nossos eminentes precursores da Liberdade e da Independência de África, que souberam fazer a síntese do sentir do homem africano, dizendo, como o fez Nelson Mandela, que “A reconciliação não é uma forma de varrer a dor para debaixo do tapete, mas um esforço tangível para reparar as injustiças históricas”, ou ainda Kwame Nkrumah, quando disse que “Divididos, somos fracos; unidos, África pode tornar-se uma das maiores forças para o bem no mundo”.

Estas figuras notáveis deixaram-nos a lição que devemos reter sempre, segundo a qual a paz e a reconciliação são, ao mesmo tempo, um dever moral e uma necessidade estratégica que não conseguiremos realizar enquanto nos confrontarmos no nosso continente com desafios que vão desde os golpes de Estado, passando pelo terrorismo e o extremismo violento, até aos conflitos armados e às tensões comunitárias, que põem em causa e condicionam seriamente os propósitos de construirmos o progresso, o desenvolvimento e o bem-estar de todos os africanos.

Perante estas provações, destaco nesta data a urgência de não abdicarmos nunca dos nossos propósitos de continuarmos firmes e mobilizados para transformar as vulnerabilidades em força, as divisões em unidade e as ameaças em oportunidades.

Irmãs e Irmãos Africanos,
A União Africana dispõe dos mecanismos necessários para dar respostas adequadas e robustas às situações de crise referidas, mas temos todos que convergir os nossos esforços e as nossas atenções para um mesmo ponto, em que, unidos e coesos, trabalhemos no sentido de garantir a operacionalidade e a eficácia dos referidos mecanismos sempre que se tornar necessário fazê-los funcionar para assegurar a estabilidade, a paz e a segurança, factores que, conjugadamente, concorrem para o relançamento das economias africanas e do desenvolvimento do nosso continente.

Minhas Senhoras, Meus Senhores,
A paz e a reconciliação em África serão conquistas mais duradoras sempre que se reforçar, nas nossas sociedades, a consciência sobre a relevância do entendimento entre todos.

A participação activa de mulheres e jovens é determinante, pela sua grande sensibilidade para as consequências dos conflitos, por serem geralmente as principais vítimas dos mesmos.

É por isso essencial que se escutem as vozes das mulheres e dos jovens, que têm muito a transmitir aos políticos, aos governantes e às sociedades africanas de uma maneira geral, sobre a sua visão a respeito dos conflitos e sobre o seu papel na busca de soluções para estes problemas, para cujo efeito o nosso continente dispõe do Fórum Pan-africano para a Cultura da Paz e Não-Violência em África.

A também conhecida Bienal de Luanda levará a efeito a sua IVª edição em Outubro próximo, durante a qual esperamos poder contar com uma participação activa dos segmentos da população antes referidos, por terem uma função central na contribuição que podem prestar à resolução pacífica dos diferendos com que o nosso continente ainda se debate.

A Bienal de Luanda, organizada conjuntamente pelo governo da República de Angola, a União Africana e a UNESCO, mais do que um evento, é um espaço onde os jovens podem expressar as suas aspirações, onde as mulheres podem partilhar as suas experiências de mediação e reconstrução e onde as nossas sociedades podem aprender a transformar as diferenças em mecanismos propulsores do entendimento, da concórdia, da democracia, da paz e do desenvolvimento.

Muito obrigado pela vossa atenção! “

Fonte: CIPRA

namibia.mirex.gov.ao Embaixador(a)

Pedro Mutindi



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